“É mais necessário estudar os homens que os livros. “
François, duque de La Rochefoucauld (1613-1680), foi um nobre francês, frequentador da corte, opositor de Richelieu e conspirador da Fronda, série de guerras civis ocorridas na França de 1648 a 1653.
Sua obra principal, primeiramente intitulada de “Reflexões ou sentenças e máximas morais”, é fruto do período em que, caído em desgraça como político e militar, tendo mesmo sido preso na Bastilha, dedicou-se aos salões literários da elite parisiense. Foi ele o criador desse gênero literário – a máxima –, que consiste em observações argutas e lapidares sobre a natureza humana.
Publicadas na década de 1660, as Máximas são, segundo Voltaire, “o primeiro grande livro da prosa francesa”. As observações e reflexões de La Rochefoucauld não envelheceram; ao contrário: desmascarando a virtude e a sociedade das pessoas de bem, revelam-se muito atuais e adequadas em tempos de redes sociais, individualismo exacerbado e corrosão da política.
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