Coleção L&PM Pocket


"Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados."

Euclides da Cunha - "Os Sertões"

OS SERTÕES

R$37,90

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte.”

No árido arraial de Canudos, no sertão baiano, organizou-se, em meados da década de 1890, uma comunidade de pessoas pobres, seguidoras do líder religioso Antônio Conselheiro. Estima-se que tenham chegado a 25 mil indivíduos. Era uma sociedade à margem do Estado baiano e da jovem República brasileira. O descumprimento de pequenas leis e o descontentamento com questões relativas a impostos provocaram a ira do governo, que respondeu enviando tropas – estaduais e a seguir federais – para esmagar o povoado.

Euclides da Cunha (1866-1909) visitou o palco do conflito em 1897 como correspondente do jornal O Estado de S.Paulo. Até então, a notícia que se tinha do longínquo embate era de sertanejos selvagens, fanáticos religiosos e antirrepublicanos. Após retornar ao centro do país, Euclides redigiu a maior parte do que viria a ser Os sertões, publicado pela primeira vez em 1902. Decorrido mais de um século de sua publicação e da Guerra de Canudos, esta obra peculiar e grandiosa, misto de reportagem de guerra, ensaio documental-histórico e libelo político, continua sendo um texto fundamental para se entender o Brasil de ontem e de hoje.

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Informações Gerais

  • Título:

    OS SERTÕES

  • Catálogo:
    Coleção L&PM Pocket
  • Gênero:
    História
  • Referência:
    1201
  • Cód.Barras:
    9788525433381
  • ISBN:
    978-85-254-3338-1
  • Páginas:
    648
  • Edição:
    fevereiro de 2016

Vida & Obra

Euclides da Cunha

Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em 20 de janeiro de 1866, em uma fazenda no vale do rio Paraíba do Sul, no atual estado do Rio de Janeiro. Indo de um lado a outro, estudou em diversos colégios, até se fixar, em 1886, na célebre Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, na época capital do Brasil. Foi espulso dois anos depois, devido a um ato de protesto contra o ministro da Guerra de um dos ú...

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“O sertanejo é, antes de tudo, um forte.”

No árido arraial de Canudos, no sertão baiano, organizou-se, em meados da década de 1890, uma comunidade de pessoas pobres, seguidoras do líder religioso Antônio Conselheiro. Estima-se que tenham chegado a 25 mil indivíduos. Era uma sociedade à margem do Estado baiano e da jovem República brasileira. O descumprimento de pequenas leis e o descontentamento com questões relativas a impostos provocaram a ira do governo, que respondeu enviando tropas – estaduais e a seguir federais – para esmagar o povoado.

Euclides da Cunha (1866-1909) visitou o palco do conflito em 1897 como correspondente do jornal O Estado de S.Paulo. Até então, a notícia que se tinha do longínquo embate era de sertanejos selvagens, fanáticos religiosos e antirrepublicanos. Após retornar ao centro do país, Euclides redigiu a maior parte do que viria a ser Os sertões, publicado pela primeira vez em 1902. Decorrido mais de um século de sua publicação e da Guerra de Canudos, esta obra peculiar e grandiosa, misto de reportagem de guerra, ensaio documental-histórico e libelo político, continua sendo um texto fundamental para se entender o Brasil de ontem e de hoje.

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