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DICIONÁRIO DE TEATRO

Luiz Paulo Vasconcellos

Coleção L&PM E-books
Formato ePub
ISBN 978.85.254.2122-7

R$16,90



DICIONÁRIO DE TEATRO

Luiz Paulo Vasconcellos

Coleção L&PM Pocket
Ref. 831
288 páginas
ISBN 978.85.254.1977-4
Também em e-book

R$22,90

DICIONÁRIO DE TEATRO

Luiz Paulo Vasconcellos

A

ABSURDO
(Veja TEATRO DO ABSURDO)

AÇÃO
Termo usado em teatro em pelo menos duas acepções diferentes. Em DRAMATURGIA significa a intenção motivadora do ENREDO, ou da seqüência dos eventos. Para Aristóteles (384-322a.C.), a ação é o elemento principal da TRAGÉDIA. Tragédia, pois, é a IMITAÇÃO, "não de homens, mas de ações, da vida, da felicidade e da infelicidade (...) sendo o fim que se pretende alcançar, o resultado de uma certa maneira de agir, e não de uma maneira de ser" (cap. VI da Poética, p. 272). O conceito de ação, ao longo do tempo, tem sido matéria passível de variadas interpretações. Aristóteles, na verdade, pouco esclarece a respeito do assunto, salvo indicar a fonte da ação como sendo o resultado da relação "ETHOS" – "DIANOLA". Para ele, a ação deve ser completa, deve dirigir-se da fortuna para o infortúnio em razão de um julgamento feito com base num erro de ignorância, cujo RECONHECIMENTO origina a CATÁSTROFE. A partir desses elementos, os seguidores de Aristóteles, e também seus opositores, trataram de ampliar, esclarecer e, enfim, determinar o significado do conceito de ação dramática, incorporando novos elementos ou reforçando aqueles já conhecidos. Assim, entre muitos outros, uniram-se aos já existentes os elementos "vontade humana", como sendo a principal fonte geradora da ação (John Dryden, Ensaio Sobre a Poesia Dramática, 1668), e "conflito", como sendo o principal elemento mobilizador da ação (Friedrich Hegel, Poética, 1818-1829). Assim, podemos dizer que ação é o movimento dos acontecimentos determinados pela vontade humana em conflito. Para Ferdinand Brunetie (1849-1906), "o que se quer do teatro é o espetáculo de uma 'vontade' que se dirige a um objetivo, consciente dos meios que emprega" (transcrito por Bernard Dukore, DramaticTheory and Criticism, p. 723). Para Pierre-Aimé Touchard (1903), "a ação só existe no presente, quando sob nossos olhos vemos uma situação modificar-se pelas determinações dos personagens" (O Amador de Teatro, p. 169). Finalmente, para Francis Fergusson (1904), ação "não significa proezas, eventos ou atividade física: significa a motivação de onde nascem esses elementos" ("The Poetics and the Modern Reader", Aristotle’s Poetic p. 8). A segunda acepção do termo diz respeito justamente à atividade física mencionada por Fergusson. Nesse sentido, fala-se de ação do personagem como um sinônimo de comportamento físico e emocional, ou seja, o que o personagem "faz" a partir do que ele "quer" e "sente".

AÇÃO ANTECEDENTE
(Veja AÇÃO ANTERIOR)

AÇÃO ANTERIOR
Em DRAMATURGIA, os acontecimentos ocorridos antes do início da peça e que, de alguma forma, são importantes para a compreensão do que ocorre em CENA, quando não determinantes da própria evolução da AÇÃO dramática. Alguns recursos narrativos empregados para informar o espectador a respeito da ação anterior têm sido o PRÓLOGO, o CONFIDENTE e o "FLASHBACK". Um segundo sentido está relacionado ao trabalho do ator. Uma vez que a ação dramática se desenvolve numa progressão de causa e efeito, a ação anterior, para o ator, é toda aquela que, de alguma forma, motiva ou justifica uma determinada cena ou situação. Nesse sentido, numa peça que obedece a uma narrativa lógica, qualquer situação nova é conseqüência de uma situação anterior e causa de uma posterior. Essa interligação causal é o que configura a AÇÃO CONTINUA. A ação anterior é também chamada de ação antecedente.

AÇÃO ASCENDENTE
A expressão é usada em DRAMATURGIA para referir-se à parte crescente do interesse do espectador, como conseqüência da tensão entre as forças conflitantes. A ação ascendente corresponde, em geral, à COMPLICAÇÃO da peça, diluindo-se logo após o CLIMAX principal, que é quando tem início a AÇÃO DESCENDENTE.

AÇÃO COMPLEXA
Expressão referente à estrutura orgânica da TRAGÉDIA grega. Nos capítulos X e XI da Poética, Aristóteles (384-322 a.C.) estabelece as diferenças entre AÇÃO SIMPLES e ação complexa, ressaltando, ainda, a superioridade estética desta última. Para Aristóteles, ação complexa é aquela que possui os elementos-chave para a configuração da forma trágica: a PERIPÉCIA ( peripetéia), que consiste na mudança da boa para a má fortuna; o RECONHECIMENTO (anagnorisis) do erro que originou a AÇÃO da peça; e a CATÁSTROFE (páthos), ou cena de sofrimento.

AÇÃO CONTÍNUA
Expressão usada por Konstantin Stanislavski (1863-1938) para conscientizar o ator de que, apesar dos intervalos existentes entre as cenas e atos, a AÇÃO do personagem deve ser analisada e interpretada, mesmo mentalmente, como se fosse contínua.

AÇÃO DESCENDENTE
Em DRAMATURGIA, expressão referente à parte da AÇÃO localizada após o CLÍMAX principal da peça, ou seja, aquela em que cessa a fonte de interesse do espectador, uma vez que o impasse entre as forças conflitantes foi solucionado.

Preço Esgotado

Informações Gerais

Título:

DICIONÁRIO DE TEATRO

Catálogo:

Outros Formatos

Gênero:

Dicionários
Manuais

Cód.Barras:

9788525401816

ISBN-10:

85.254.0181-1

Peso:

0 g

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Luiz Paulo Vasconcellos

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