Coleção L&PM E-books


TEATRO COMPLETO VOLUME 1 - AS AVES DA NOITE, O VISITANTE

Hilda Hilst

O teatro como ato político

As oito peças de Hilda Hilst (1930-2004), escritas de 1967 a 1969, marcam uma virada. São os primeiros frutos do recolhimento da artista no interior de São Paulo, onde passou a se dedicar somente à literatura, e fazem uma ponte entre sua primeira fase, dedicada à poesia, e o período que se iniciaria em 1970, com a produção de prosa ficcional. Mas continuam presentes em sua obra dramática temas como a morte e a solidão inescapável do ser humano.

Em “O visitante”, de 1968, peça altamente simbólica, temos uma atmosfera bíblico-familiar, em que se dá uma disputa entre mãe e filha, que competem pela atenção dos personagens mas­culinos. “As aves da noite”, do mesmo ano, parte de um fato his­tórico: em 1941, no campo de extermínio nazista de Auschwitz, após a fuga de um prisioneiro, os guardas da SS condenaram um grupo de cativos a morrer de inanição, numa cela. Um deles começou a chorar, e o padre Maximilian Kolbe, também pre­so, se ofereceu para tomar seu lugar. O que Hilda encena são os últimos momentos desses prisioneiros no “porão da fome”, num texto pungente que toca o que há de mais profundamente humano em nós.

 

​“Há, em Hilda Hilst, uma recusa do outro e, ao mesmo tempo, a vontade de se ‘despejar’ nele, de nele encontrar algo de si mesma.” - Anatol Rosenfeld

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Informações Gerais

  • Título:

    TEATRO COMPLETO VOLUME 1 - AS AVES DA NOITE, O VISITANTE

  • Catálogo:
    Coleção L&PM E-books
  • Gênero:
    Teatro
    Literatura moderna brasileira
  • eISBN:
    978-65-5666-052-3
  • Edição:
    junho de 2018

Vida & Obra

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O teatro como ato político

As oito peças de Hilda Hilst (1930-2004), escritas de 1967 a 1969, marcam uma virada. São os primeiros frutos do recolhimento da artista no interior de São Paulo, onde passou a se dedicar somente à literatura, e fazem uma ponte entre sua primeira fase, dedicada à poesia, e o período que se iniciaria em 1970, com a produção de prosa ficcional. Mas continuam presentes em sua obra dramática temas como a morte e a solidão inescapável do ser humano.

Em “O visitante”, de 1968, peça altamente simbólica, temos uma atmosfera bíblico-familiar, em que se dá uma disputa entre mãe e filha, que competem pela atenção dos personagens mas­culinos. “As aves da noite”, do mesmo ano, parte de um fato his­tórico: em 1941, no campo de extermínio nazista de Auschwitz, após a fuga de um prisioneiro, os guardas da SS condenaram um grupo de cativos a morrer de inanição, numa cela. Um deles começou a chorar, e o padre Maximilian Kolbe, também pre­so, se ofereceu para tomar seu lugar. O que Hilda encena são os últimos momentos desses prisioneiros no “porão da fome”, num texto pungente que toca o que há de mais profundamente humano em nós.

 

​“Há, em Hilda Hilst, uma recusa do outro e, ao mesmo tempo, a vontade de se ‘despejar’ nele, de nele encontrar algo de si mesma.” - Anatol Rosenfeld

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