Coleção L&PM Pocket


DO AMOR

DE L'AMOUR

Stendhal

Tradução de Herculano Villas-Boas

R$29,90

De onde surge o amor? O que transforma um sentimento de simpatia numa paixão avassaladora? O que acontece com quem é presa de tal fenômeno? E qual o papel do ciúme?

Partindo de tais questionamentos e de sua própria história pessoal (mais especificamente uma desilusão amorosa), Stendhal (1783-1842) escreveu, em 1820, Do amor, a um só tempo uma fisiologia da paixão e uma confissão íntima. Dois anos depois seria publicado o livro, contendo a idéia que se tornaria célebre da "cristalização amorosa": a pessoa apaixonada cristaliza-se, isto é, fica paralisa­da, perde a habilidade de agir e raciocinar, sobretudo em presença do ser amado.

Em 1818, Stendhal, que vivia então em Milão, havia sido apresenta­do a Matilde Dembowski, beldade lombarda casada com um oficial do exército polonês. Matilde, que era conhecida como uma mulher virtuosa e de fibra, não perdoou o escritor quando este, apaixonado, seguiu-lhe numa viagem ao interior da Itália, comprometendo sua reputação. O rompimento deixou Stendhal arrasado.

Por isso Matilde, embora nem sempre nomeada, faz-se sentir inúmeras vezes em Do amor e das diversas fases dessa doença (como o próprio autor chamou o livro certa vez). Também nesta obra, apesar de romântico, Stendhal mostra-se um precursor do feminismo, ao abordar as relações espinhosas entre sexo, moral e religião.

Um livro, tal como o sentimento, para ser desfrutado em todo o seu esplendor e em toda sua complexidade.

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Informações Gerais

  • Título:

    DO AMOR

  • Título Original:
    DE L'AMOUR
  • Catálogo:
    Coleção L&PM Pocket
  • Gênero:
    Ensaios
    Literatura clássica internacional
  • Referência:
    610
  • Cód.Barras:
    9788525416452
  • ISBN:
    978.85.254.1645-2
  • Páginas:
    328
  • Edição:
    setembro de 2007

Vida & Obra

Stendhal

Marie Henri Beyle, mais conhecido como Stendhal (Grenoble, 23 de janeiro de 1783 – Paris, 23 de março de 1842) notabilizou-se como romancista e crítico. Seu estilo, ao contrário do excesso de ornamentos, valorizava o perfil psicológico dos personagens, a interpretação de seus atos, sentimentos e paixões. Seus romances mais conhecidos são: Do amor (1822), O vermelho e o negro (1831) e A cartuxa de Parma (1839), obras de notável análise psicológica, esc...

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Partindo de tais questionamentos e de sua própria história pessoal (mais especificamente uma desilusão amorosa), Stendhal (1783-1842) escreveu, em 1820, Do amor, a um só tempo uma fisiologia da paixão e uma confissão íntima. Dois anos depois seria publicado o livro, contendo a idéia que se tornaria célebre da "cristalização amorosa": a pessoa apaixonada cristaliza-se, isto é, fica paralisa­da, perde a habilidade de agir e raciocinar, sobretudo em presença do ser amado.

Em 1818, Stendhal, que vivia então em Milão, havia sido apresenta­do a Matilde Dembowski, beldade lombarda casada com um oficial do exército polonês. Matilde, que era conhecida como uma mulher virtuosa e de fibra, não perdoou o escritor quando este, apaixonado, seguiu-lhe numa viagem ao interior da Itália, comprometendo sua reputação. O rompimento deixou Stendhal arrasado.

Por isso Matilde, embora nem sempre nomeada, faz-se sentir inúmeras vezes em Do amor e das diversas fases dessa doença (como o próprio autor chamou o livro certa vez). Também nesta obra, apesar de romântico, Stendhal mostra-se um precursor do feminismo, ao abordar as relações espinhosas entre sexo, moral e religião.

Um livro, tal como o sentimento, para ser desfrutado em todo o seu esplendor e em toda sua complexidade.

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