Coleção L&PM Pocket


VIDA E MORTE DE M. J. GONZAGA DE SÁ

R$34,90

Um romance original sobre as relações sociais no Brasil

 

Apresentação, cronologia e notas de Luiz Carlos dos Santos

 

“De Gonzaga de Sá, vou contar-lhes as suas coisas íntimas e dizer-lhes, antes de tudo, como morreu, para fazer bem ressaltar certos trechos e particulares que serão mais tarde contados, de sua bela obscuridade. Narremos os fatos.”

 

Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, publicado em 1919 e obra da maturidade de Lima Barreto (1881-1922), é um dos textos mais importantes do autor. Ao mesmo tempo, trata-se de um dos livros menos compreendidos e estudados desse ficcionista que, como nenhum outro, retratou a iniquidade das relações étnico-sociais no Brasil.

O narrador-personagem é Augusto Machado, funcionário público que trava conhecimento com M. J. Gonzaga de Sá – também funcionário público, da ficcional Secretaria dos Cultos, e descendente de portugueses fundadores do Rio de Janeiro. Machado decide contar a vida deste solteirão erudito, com quem, por diversas vezes, percorre bairros da então capital federal – inclusive a periferia – observando o cotidiano e a vida das pessoas.

O que Lima Barreto faz é destrinchar de forma mordaz as relações sociais na capital da jovem República, retratando áreas suburbanas e periféricas que não são espaços de poder e nem tampouco eram considerados cenários literários. Um romance revelador para se pensar o peso do eurocentrismo, do elitismo e do clientelismo na formação do país. 

 

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Informações Gerais

  • Título:

    VIDA E MORTE DE M. J. GONZAGA DE SÁ

  • Catálogo:
    Coleção L&PM Pocket
  • Gênero:
    Ficção brasileira
  • Referência:
    1400
  • Cód.Barras:
    9786556666730
  • ISBN:
    9786556666730
  • Formato:
    10X17
  • Páginas:
    208
  • Medidas:
    17,8 X 10,7 X 1,1 cm
  • Edição:
    julho de 2026

Vida & Obra

Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) foi um jornalista escritor nascido no Rio de Janeiro. Era filho de João Henriques de Lima Barreto (mulato nascido liberto) e de Amália Augusta Barreto (filha de escrava liberta da família Pereira de Carvalho). Seu pai foi tipógrafo talentoso. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico A semana ilustrada. Sua mãe foi educada com esmero, tendo obtido diploma de professora. Ela morre...

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Opinião do Leitor

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“De Gonzaga de Sá, vou contar-lhes as suas coisas íntimas e dizer-lhes, antes de tudo, como morreu, para fazer bem ressaltar certos trechos e particulares que serão mais tarde contados, de sua bela obscuridade. Narremos os fatos.”

 

Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, publicado em 1919 e obra da maturidade de Lima Barreto (1881-1922), é um dos textos mais importantes do autor. Ao mesmo tempo, trata-se de um dos livros menos compreendidos e estudados desse ficcionista que, como nenhum outro, retratou a iniquidade das relações étnico-sociais no Brasil.

O narrador-personagem é Augusto Machado, funcionário público que trava conhecimento com M. J. Gonzaga de Sá – também funcionário público, da ficcional Secretaria dos Cultos, e descendente de portugueses fundadores do Rio de Janeiro. Machado decide contar a vida deste solteirão erudito, com quem, por diversas vezes, percorre bairros da então capital federal – inclusive a periferia – observando o cotidiano e a vida das pessoas.

O que Lima Barreto faz é destrinchar de forma mordaz as relações sociais na capital da jovem República, retratando áreas suburbanas e periféricas que não são espaços de poder e nem tampouco eram considerados cenários literários. Um romance revelador para se pensar o peso do eurocentrismo, do elitismo e do clientelismo na formação do país. 

 

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