Outros Formatos


INIBIÇÃO, SINTOMA E MEDO

HEMMUNG, SYMPTOM UND ANGST

Sigmund Freud

Tradução de Renato Zwick

Desde sempre o sentimento de medo (Angst) foi objeto da observação freudiana – inclusive desde antes da descoberta do inconsciente, em A interpretação dos sonhos. Ainda quando estudava pacientes histéricas, Freud se debruçara sobre o tema na tentativa de entender as fobias. Porém, seriam necessários a experiência traumática da Primeira Guerra Mundial e o tratamento de neuróticos de guerra para a criação dos conceitos de impulso de vida e impulso de morte (em Além do princípio de prazer, de 1920), e do medo como uma angústia preparatória e protetora contra um trauma vivido. O medo deixaria de ser pensado apenas como fruto de um processo de recalque da libido, e passaria a ser articulado em conexão com impulsos inconscientes. Também influenciado por um texto do colega Otto Rank que postulava o trauma do nascimento como modelar da psique humana, Freud enfim relaciona o medo externo (traumas, perigos objetivos) com o medo interno (medo da castração). Analisando casos como do pequeno Hans e do homem dos lobos, compreende, enfim, o papel inequívoco desse sentimento, presente até mesmo nas neuroses infantis. “A primeira experiência de medo, pelo menos do ser humano, é o nascimento, e este significa objetivamente ser separado da mãe, podendo ser comparado a uma castração da mãe [...]”. O medo, introduzido pelo nascimento e pelas repetidas e crescentes ausências da mãe, seria depois transformado no medo da castração, e a temida separação do membro equivaleria a um retorno ao desamparo originário que nos define como espécie.

A presente edição traz uma novíssima tradução de Renato Zwick que, ao optar por medo para tradução do termo alemão Angst (em vez de angústia), possibilita uma nova leitura e uma nova discussão de um dos mais influentes textos freudianos.

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Informações Gerais

  • Título:

    INIBIÇÃO, SINTOMA E MEDO

  • Título Original:
    HEMMUNG, SYMPTOM UND ANGST
  • Catálogo:
    Outros Formatos
  • Gênero:
    Psicanálise
    Literatura moderna internacional Não ficção Cultura e sociedade
  • Série:
    Freud
  • Cód.Barras:
    9788525434326
  • ISBN:
    978-85-254-3432-6
  • Páginas:
    176
  • Edição:
    agosto de 2016

Vida & Obra

Sigmund Freud

Nasceu em Freiberg, na Morávia (hoje República Tcheca). Devido a problemas econômicos, sua família se mudou para a Aústria em 1860. Aos 17 anos, Freud ingressou na Universidade de Viena para estudar medicina. Em 1886, se casou com Martha Bernays e abriu uma clínica especializada em distúrbios nervosos, onde desenvolveu o princípio da psicanálise. No ano de 1900, foi designado professor na mesma universidade. Em 1938, refugiou-se com sua família em Londres, em função da perseguiç...

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Desde sempre o sentimento de medo (Angst) foi objeto da observação freudiana – inclusive desde antes da descoberta do inconsciente, em A interpretação dos sonhos. Ainda quando estudava pacientes histéricas, Freud se debruçara sobre o tema na tentativa de entender as fobias. Porém, seriam necessários a experiência traumática da Primeira Guerra Mundial e o tratamento de neuróticos de guerra para a criação dos conceitos de impulso de vida e impulso de morte (em Além do princípio de prazer, de 1920), e do medo como uma angústia preparatória e protetora contra um trauma vivido. O medo deixaria de ser pensado apenas como fruto de um processo de recalque da libido, e passaria a ser articulado em conexão com impulsos inconscientes. Também influenciado por um texto do colega Otto Rank que postulava o trauma do nascimento como modelar da psique humana, Freud enfim relaciona o medo externo (traumas, perigos objetivos) com o medo interno (medo da castração). Analisando casos como do pequeno Hans e do homem dos lobos, compreende, enfim, o papel inequívoco desse sentimento, presente até mesmo nas neuroses infantis. “A primeira experiência de medo, pelo menos do ser humano, é o nascimento, e este significa objetivamente ser separado da mãe, podendo ser comparado a uma castração da mãe [...]”. O medo, introduzido pelo nascimento e pelas repetidas e crescentes ausências da mãe, seria depois transformado no medo da castração, e a temida separação do membro equivaleria a um retorno ao desamparo originário que nos define como espécie.

A presente edição traz uma novíssima tradução de Renato Zwick que, ao optar por medo para tradução do termo alemão Angst (em vez de angústia), possibilita uma nova leitura e uma nova discussão de um dos mais influentes textos freudianos.

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