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30/11/2011

Goida responde nossas perguntas sobre a nova Enciclopédia dos quadrinhos

Por L&PM Editores

Em 1990, a L&PM lançou A Enciclopédia dos quadrinhos, de Goida (Hiron Goidanich). O livro marcou época na editora e nas publicações nacionais referentes ao tema. Até então não havia sido feito nada tão completo e que contasse com tantos detalhes a história das histórias em quadrinho.

Pois eis que a L&PM Editores tem o prazer de anunciar a nova Enciclopédia dos quadrinhos, uma edição ilustrada e atualizada do grande sucesso dos anos 90. Para esta edição, Goida juntou seus gibis com os de André Kleinert e os dois prepararam a nova bíblia dos HQs, uma edição ampliada do volume anterior. Veja uma conversa que tivemos com Goida e até onde vai a sua paixão pelos quadrinhos:

L&PM: Qual a primeira HQ que você lembra de ter lido?
GOIDA: Embora fosse escurinho, lia HQS desde o tempo em que estive na barriga da minha mãe. Só não lembro das histórias porque faz muito tempo.

L&PM: Você é um colecionador de gibis?
GOIDA: Não sou colecionador, de jeito nenhum. Colecionador é aquele cara que, na maioria das vezes, gosta apenas de um gênero - os westerns, por exemplo - e só guarda revistas das décadas de 40/50. Tenho é um arquivo de HQS - mais de 20 mil peças - onde há de tudo: revistas álbuns, livros, almanaques, franzines, pocket books. E de quase todas partes do mundo até da China.

L&PM: Qual o seu personagem de HQ favorito?
GOIDA: Essa é difícil, mas vamos lá. Os antigos: Príncipe Valente, Brucutu, Dick Tracy, Sir Tereré, o Espirito, Pinduca, o Reizinho,Tio Patinhas, Ferdinando, Mandrake, o Fantasma. Dos mais recentes: Os Piratas do Tiete, os Skrotinhos, Los Tres Amigos, o Analista de Bagé, Conan,  Red Sonja, Ken Parker, a Dupla Sertanojo, Estranhos no Paraiso, Jonan Hex, Julia Kendall, Paulette, Asterix e Obelix, Crying Freeman e Lobo Solitário.

L&PM: Quando surgiu a ideia de criar uma enciclopédia dos quadrinhos?
GOIDA: Quando, no final de l988, o Ivan me mostrou um álbum que tinha por título L'encyclopédie En Bandes Dessinées, da editora Albin Michel. "Vamos traduzir?" ele perguntou. Eu respondi: é melhor fazermos algo novo, destacando os brasileiros e os latinos (principalmente os argentinos). Ele topou na hora.  E.. eu passei quase um ano trabalhando sem parar na pesquisa e redação da nossa Enciclopédia. O livro foi lançado na Feira do Livro de Porto Alegre de 1990 e, em pouco tempo, esgotou a sua tiragem.

L&PM: Qual a diferença desta edição que será lançada para a anterior, de 1990
GOIDA: Em primeiro lugar muito mais verbetes e todos eles – até os antigos ou de ilustradores já desaparecidos – com complementação atualizada.  As ilustrações são muito mais numerosas e totalmente inéditas.  Os brasileiros e os latinos também aumentaram muito.

L&PM: Como foi o seu trabalho de pesquisa e de compilação destas informações todas?
GOIDA: Em 1990, meu arquivo não chegava a 8 mil peças. Não tinha muitos dos álbuns que possuo hoje. Além disso, André Kleinert, parceiro de edição, trouxe de seu acervo moderno (principalmente da Marvel, D.C., Image e muitas outras editoras) informações preciosas sobre ilustradores e roteiristas que se destacaram depois de 1990.  

L&PM: Na sua opinião, quais são os principais nomes dos quadrinhos nacionais?
GOIDA: Flavio Colin (lamentavelmente já desaparecido), Laerte, Angeli, Henfil, Edgar Vasques, Santiago, Ioti, Jô Oliveira, Spacca, Allan Sieber, Lourenço Mutarelli, Rafael Coutinho, Fábio Moon e Gabriel Ba, André Dahmer e muitos outros que não poderei citar por falta de espaço.

L&PM: Você já teve vontade de criar histórias em quadrinhos? Como seria seu super-herói?
GOIDA: Quando tinha 10 anos, auge da Segunda Guerra Mundial, criei um herói chamado o Guerrilheiro. Seu principal inimigo era um tal de Capitão Suástica, que tinha seus super poderes a serviço do mal. Só desenhei uma história que se perdeu na poeira do tempo.

L&PM: O que mais o atrai nas HQs?
GOIDA: Chamo os quadrinhos de aperitivo da leitura.  Enquanto levamos dois ou mais dias para ler um livro de 250/300 páginas, uma HQ igual devoramos no máximo em duas horas. Ainda bem que os franceses criaram a definição ROMAN BD (Romance em Quadrinhos) para publicações que começaram com a Balada do Mar Salgado, de Hugo Pratt. As pessoas que antes torciam o nariz para os quadrinhos, agora ficam fascinadas com que estão fazendo os criadores modernos.

 

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