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NEOLEITORES – TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA

Lima Barreto

Outros Formatos
64 páginas
ISBN 978.85.254.1278-2

R$ 14,00



OS BRUZUNDANGAS

Lima Barreto

Coleção L&PM Pocket
Ref. 89
160 páginas
ISBN 978.85.254.0812-9

R$ 14,90



TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA

Lima Barreto

Coleção L&PM Pocket
Ref. 93
240 páginas
ISBN 978.85.254.0860-0

R$ 19,90

Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) foi um jornalista escritor nascido no Rio de Janeiro. Era filho de João Henriques de Lima Barreto (mulato nascido liberto) e de Amália Augusta Barreto (filha de escrava liberta da família Pereira de Carvalho). Seu pai foi tipógrafo talentoso. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico A semana ilustrada. Sua mãe foi educada com esmero, tendo obtido diploma de professora. Ela morreu cedo, e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal, como tipógrafo e como paginador no jornal Tribuna Liberal. João Henriques era monarquista, ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas de seu pai do fim do período imperial no Brasil, bem como suas remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância viriam a exercer influência sobre a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano.

Lima Barreto, mulato e portanto vítima do racismo num Brasil que mal acabara de abolir oficialmente a escravatura, teve oportunidade de boa instrução escolar. Seus primeiros estudos foram realizados na cidade de Niterói. Logo depois se transferiu para a única instituição pública de ensino secundário da época, o conceituado Colégio Pedro II, no centro do Rio de Janeiro, cujos estudantes eram oriundos basicamente da elite econômica. No ano de 1897, aluno acima da média, foi admitido no curso de engenharia da Escola Politécnica, no Largo de São Francisco, porém foi obrigado a abandoná-lo em 1902 para assumir o sustento dos irmãos, já que seu pai enlouquecera. Data dessa época sua entrada no serviço público, exercendo a função de amanuense na Secretaria da Guerra. O cargo, somado às muitas colaborações em diversos órgãos da imprensa escrita, garantia-lhe algum sustento financeiro. Não obstante, o escritor só veio a ser reconhecido fundamental para a Literatura Brasileira após seu falecimento.

Possuindo altas qualidades de psicólogo e de retratista de almas, não podia deixar de ser, como foi, excelente romancista. Agripino Grieco, em sua Evolução da prosa brasileira, afirma: “a esse mestiço morto aos quarenta anos, carapinhento e malvestido, sem medalhas e títulos acadêmicos, forçoso é que retornem os nossos prosadores quando quiserem ultimar o grande romance realmente brasileiro”.

Lima Barreto escreveu Recordações do escrivão Isaías Caminha (Lisboa, 1909), romance que foi a sua estréia, Triste fim de Policarpo Quaresma (1915), Numa e a ninfa (1915), Vida e morte de J. Gonzaga de Sá (1919), Histórias e sonhos (1920), Os bruzundangas (1922). Mas além dessas obras parece ter deixado os originais completos de dois outros romances. Morreu prematuramente em decorrência do vício do álcool, que por mais de uma vez o levou ao hospício. Amigos e admiradores ergueram-lhe um busto de bronze na Ilha do Governador.

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Opinião do Leitor

"Uma leitura do séc. XIX/XX com ares de séc. XXI. Isso só mostra que a história política não muda e se repete."

wellington
ferraz/SP

"Para conhecer o Brasil e aprender a escrever em português é imprescindível sua leitura . Nascer no Brasil e não ler João Guimarães Rosa e Lima Barreto é
um desperdício inadmissível .  .   "

MANOEL GONCALVES
ARARUAMA / RJ

"Lima Barreto foi incansável crítico no que diz respeito ao processo de modernização do Brasil, ocorrido na virada do século XIX. Foi um inovador da literatura brasileira, com sua forma de escrever, e mesmo com os temas que aborda, uma vez que toda sua obra volta-se para uma crítica feroz à sociedade em geral, trazendo à tona o quotidiano do preconceito e marginalização social e racial. Lima Barreto pertence a uma geração de escritores preocupados com as questões sociais, que via na literatura uma forma de denunciar toda a hipocrisia reinante. Acreditava, pois, na literatura militante, uma vez que dava a ela o poder de “comunicar umas almas com as outras”, não podendo ainda esquecer que sua produção literária se encontrava no contexto das relações sociais vivas"

Harlei Cursino Vieira
Brasília/DF

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