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ELOGIO DA LOUCURA

Erasmo
Tradução de Paulo Neves

Coleção L&PM Pocket
Ref. 278
144 páginas
ISBN 978.85.254.1268-3
Também em e-book

R$19,90



ELOGIO DA LOUCURA

Erasmo
Tradução de Paulo Neves

Coleção L&PM E-books
Formato ePub
ISBN 978.85.254.2383-2

R$10,90



ELOGIO DA LOUCURA

Erasmo
Tradução de Paulo Neves

Outros Formatos
Formato 14x21
136 páginas
ISBN 978-85-254-2990-2
Também em e-book

Disponível em pocket

Erasmo

Erasmo Desidério ou Erasmo de Rotterdam, como ficou conhecido devido ao seu local de nascimento, ou ainda Voltaire Latino, apelido que lhe foi dado em virtude de suas críticas à Igreja Católica, é uma figura central para se entender as transformações pelas quais passou a fé religiosa e o pensamento ocidental, da Idade Média à época moderna.

Nasceu em meados do século XV, como fruto da ligação ilícita entre um padre e uma moça, e recebeu uma forte educação religiosa e latinista. Abraçou o sacerdócio por volta de 1492 (para abandoná-lo logo depois) e em Paris, na Sorbonne, aprimorou-se no pensamento clássico. Viajou e lecionou em vários países, como Inglaterra (Cambridge), Bélgica e Espanha, sendo recebido por outros estudiosos e por nobres. Ao longo desta carreira teológica e acadêmica, a natureza pacifista de Erasmo foi imersa nos manuscritos escolásticos e nos detalhes dos dogmas católicos, de modo que, desta imersão, o que veio à tona foi a percepção – vista de dentro – das contradições e do pensamento obsoleto da Igreja Católica. Erasmo, como humanista que era, acreditava que a razão tinha de ser de utilidade ao homem (e não o contrário), e, assim, criticava com ferocidade teólogos e filósofos que, através de uma retórica vazia e hermética, perpetuavam o pensamento das trevas e defen­diam uma fé católica artificial e incoerente. Se opôs à violência do reformista Lutero, pois acreditava que o catolicismo devia ser reformado internamente, sem cismas nem sangue. Diferentemente do pastor alemão, que pregava em meio ao povo, Erasmo pertencia à República dos letrados, casta nascente que começava a reivindicar suas prerrogativas, acreditando no futuro de uma humanidade guiada pelas luzes da razão. É o apóstolo de uma mudança suave, dotado de uma visão evolucionista.

A sua obra mais importante do ponto de vista teo­lógico é Colóquios. Mas é em Elogio da Loucura, escrita em 1501, que Erasmo chega às raias com sua veia satírica, recheando de humor os absurdos da filosofia, da fé e, mais universalmente, do comportamento humano – sendo, deste modo, totalmente acessível ao leitor leigo. O texto foi escrito na Inglaterra, na casa do pensador Thomas Moore (que, não por acaso, verteu seu pacifismo na obra Utopia, na qual esboçava uma sociedade na qual todas as nações e todos os homens viveriam em paz).

Em 1542, seis anos após sua morte, aquele que era um dos intelectuais mais célebres e respeitados da sua época, o astro em torno do qual gravitava tudo o que a Europa contava de melhor, é decretado pelos teó­logos da Sorbonne como “louco, insensato, injurioso a Deus, a Jesus Cristo, à Virgem, aos Santos, às prescrições da Igreja, às cerimônias eclesiásticas, aos teólogos, às ordens mendicantes”. Erasmo acabou por ser visto como a ave que incubou o ovo do qual saiu a Reforma. E o próprio Elogio não era, certamente, desprovido de vontade reformadora. Mas como o que ele apresentava era uma purgação que devia ocorrer no seio da Igreja católica (ao passo que Lutero procedeu à amputação), Erasmo – intelectual que tinha horror a toda idéia cismática – anunciava, antes, o espírito da Contra-Reforma.

Outras de suas obras são: Adágios, Desprezo do mundo e De libero arbitrio.

Cronologia biobibliográfica:

1469 (?) – Nascimento em Gouda, perto de Rotterdam. Erasmo é o filho bastardo de um padre e da filha de um médico.

1478 – Ingressa na escola de Deventer, dirigida pelos Frades da Vida comum. Seus dons são notados; a Igreja garantirá sua educação. Ele recebe uma sólida formação de latinista.

1484 – Fica órfão de pai e mãe, que morrem com alguns meses de intervalo.

1485 – Torna-se monge junto aos cônegos regulares de Santo Agostinho no convento de Steyn, não por vocação, mas como única saída para um estudante sem dinheiro que deseja prosseguir seus estudos.

1492 – Ordenado padre, faz um acerto com os superiores para obter uma certa autonomia, que ele conservará até o fim de seus dias. Começa para ele uma vida itine­rante pela Europa; será sucessivamente secretário, preceptor, depois hóspede dos nobres e dos círculos hu­ma­nistas. Redige manuais, os Colóquios.

1499 – Convidado por lorde Mountjoy, vai à Inglaterra, onde descobre com delícia a vida de castelo. Torna-se amigo de Tomás Morus e de John Colet. Começa uma nova tradução do Novo Testamento.

1503 – Publicação do Manual do soldado cristão, em defesa de um cristianismo depurado.

1508 – Abandona a Itália por Londres. Durante a viagem “a cavalo”, concebe o Elogio da Loucura, que redigirá em sete dias, após sua chegada à casa de Morus.

1511 – Ensina grego e teologia em Cambridge, indo depois a Basiléia, Antuérpia e aos Países-Baixos.

1516 – Publicação de sua tradução latina do Novo Testamento. É nomeado conselheiro de Carlos V. Redige uma Educação do príncipe cristão, o anti-Ma­quiavel por excelência. Somam-se as publicações, sua glória está no auge. Francisco I tenta atraí-lo à França, mas Erasmo prefere sua independência estudiosa. Encontra-se ora em Antuérpia, ora em Louvain ou em Anderlecht.

1521 – Lutero é excomungado. Enfrentando a hostilidade dos teólogos tradicionalistas, Erasmo refugia-se em Basiléia, junto ao editor Froben. As pressões são cada vez mais fortes (da parte do papa, de Henrique VIII etc.) para que ele ataque Lutero.

1524 – Ele cede, mas leva o conflito para um terreno afastado das multidões, uma questão teológica sobre o livre-arbítrio que Lutero recusa ao homem. Este replica violentamente em Do servo-arbítrio. Erasmo está agora sob o fogo cruzado dos tradicionalistas e dos reformados. Apesar dos acontecimentos, sua produção literária não diminui.

1529 – Assim como fugira da Bélgica por causa dos católicos, abandona Basiléia, tornada protestante, e afasta-se das polêmicas teológicas, exilando-se em Friburgo-em-Breisgau.

1536 – Retorno a Basiléia, para a impressão de várias obras. Começa a trabalhar numa edição das obras de Orígenes. Consumido pela doença, Erasmo morre na noite de 11 a 12 de julho, sem padre nem sacramento, mas invocando a misericórdia do Cristo.

Opinião do Leitor

"Hoje irei apresentar um trabalho, irei falar dele, Erasmo de Roterdã. Estou adorando saber mais sobre ele, um filósofo católico que lutava contra as negativas da igreja católica, que lutou por um educação melhor e por livre-arbítrio."

Débora Santana
espirito santo

"Estou estudando-o, Me admira como esse pensador católico contribuiu criticamente, para o entendimento da transformação religiosa de sua época. "

Reginaldo De Lima Silva
Arapongas/ Norte do PARANÁ

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