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A ESCRAVA ISAURA

Bernardo Guimarães

Coleção L&PM Pocket
Ref. 111
184 páginas
ISBN 978.85.254.0851-8

R$16,90



NEOLEITORES – A ESCRAVA ISAURA

Bernardo Guimarães

Outros Formatos
64 páginas
ISBN 978.85.254.1286-7

R$14,00

Bernardo Guimarães

Bernardo Joaquim da Silva Guimarães nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 15 de agosto de 1825, e faleceu na mesma cidade, em 10 de março de 1884.  O magistrado, jornalista, professor, romancista e poeta é o patrono da Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Raimundo Correia. Era filho de Joaquim da Silva Guimarães e Constança Beatriz de Oliveira. Dos 4 aos 16 anos viveu em Uberaba e Campo Belo, impregnando-se das paisagens que mais tarde descreveria em seus romances e em alguns poemas. Antes dos 17 estava de volta a Ouro Preto, onde terminou os preparatórios. Tem-se como certa a sua participação, em 1842, na revolução liberal (seu biógrafo Basílio de Magalhães deduziu, de informações que obteve da viúva de Bernardo Guimarães, que ele não servira aos rebeldes e sim aos legalistas).

Matriculou-se, em 47, na Faculdade de Direito de São Paulo, onde se tornou amigo íntimo e inseparável de Álvares de Azevedo e Aureliano Lessa, com os quais chegou a projetar a publicação de uma obra que se chamaria As três liras. Fundaram os três, com outros estudantes, a “Sociedade Epicuréia”, a que se atribuíram “coisas fantásticas”, que ganharam fama no meio paulistano.

Bacharelou-se no começo de 1852. Nesse ano publicou Cantos da solidão (poesia). Exerceu o cargo de juiz municipal em Goiás por duas vezes, em 1852-54 e 1861-64. Estudou também jornalismo e crítica literária no Rio de Janeiro. Magistrado rigoroso mas humano, promoveu um júri sumário para libertar os presos, pessimamente instalados e, intervindo motivos de conflito com o presidente da província, sofreu processo, do qual saiu triunfante. Em 1864-65, de novo o poeta viveu na Corte, onde publicou o volume Poesias, contendo “Cantos da solidão”, “Inspirações da tarde”, “Poesias diversas”, “Evocações” e “A baía de Botafogo”. Fixou-se, a partir de 1866, em Ouro Preto, onde foi nomeado professor de retórica e poética no Liceu Mineiro. Casou-se no ano seguinte com Teresa Maria Gomes. Tiveram oito filhos. Uma das duas filhas foi Constança, falecida aos 17 anos, quando noiva de seu primo, o poeta Alphonsus de Guimaraens, que a imortalizou na literatura como a que “se morreu fulgente e fria”.

Extinta a cadeira, Bernardo Guimarães viu-se, já casado, sem colocação. Entre 1869 e 72 escreveu várias obras. Em 73, foi nomeado professor de latim e francês em Queluz, atual Lafayette, Minas Gerais. Mas também esta cadeira foi extinta. Basílio de Magalhães sugere que o motivo deve ter sido, em ambos os casos, ineficácia e pouca assiduidade do poeta. Em 1875 publicou o romance que melhor o situaria na campanha abolicionista e viria a ser a mais popular das suas obras: A escrava Isaura. Dedicando-se inteiramente à literatura, escreveu ainda quatro romances e mais duas coletâneas de versos. A visita de Dom Pedro II a Minas Gerais, em 1881, deu motivo a que o Imperador prestasse expressiva homenagem a Bernardo Guimarães, a quem admirava.

Embora tenha começado a escrever ficção no fim da década de 50 e tenha feito poesias até os últimos anos, a sua melhor produção poética vai até os anos 60. Estreando com os “Cantos da solidão” em 1852 que foram reunidos com outros, em 1865, nas Poesias. Na ficção, distinguem-se: O ermitão de Muquém (escrito em 1858 e publicado em 69); Lendas e romances (1871); O seminarista e Histórias e tradições de Minas Gerais (1872); O índio Afonso (1873); A escrava Isaura (1875); Maurício (1877); Rosaura, a enjeitada (1883). Publicou mais duas coletâneas de versos: Novas poesias (1876) e Folhas de outono (1883).

Postumamente apareceram O bandido do Rio das Mortes (1905) e o drama A voz do Pajé. Deve-se registrar, além disso, a sua produção de poesias obscenas. A sua produção poética conhecida foi reunida em Poesias completas de Bernardo Guimarães, com organização, introdução, cronologia e notas de Alphonsus de Guimaraens Filho, edição do Ministério da Educação e Cultura/Instituto Nacional do Livro (1959).

Fonte: Academia Brasileira de Letras

Opinião do Leitor

"Gostei mt do site. Me ajudou em um Trabalho de Literatura! :)
"

Patrícia Carvalho
Rio Grande do Sul

"Amei. Com certeza Bernardo foi um grande marco da nossa literatura brasileira. Foi muito útil para o meu trabalho de português."

Lorena
Montes Claros - Minas Gerais

"amei esse site foi muito suficiente para o meu trabalho."

talita ugusta da silva
pernambuco

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