Roberto Freire
Roberto Freire (1927-2008), graduou-se em Medicina na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1952, com especialização em Psiquiatria. Trabalhou como pesquisador no Collège de France, em Paris. Após atuar durante vários anos na área clínica, iniciou suas pesquisas no campo cultural, dirigindo as peças teatrais: O&A (em codireção com Silnei Siqueira) e Morte e vida severina, obtendo, em 1966, o primeiro prêmio no Festival Mundial de Teatro Universitário de Nancy, na França. Nessa época foi diretor do Serviço Nacional de Teatro. Entre suas obras literárias mais importantes figuram os romances Cleo e Daniel (história que foi levada ao cinema, com Myriam Muniz, Sônia Braga e John Herbert no elenco e dirigida pelo autor), Coiote, Os cúmplices, os ensaios “Utopia e paixão”, “Sem tesão não há solução”, “Ame e dê vexame”, a série de livros infantis As aventuras de João Pão, um menor abandonado e peças de teatro como: Sem entrada e sem mais nada, Presépio na vitrine, Quarto de empregada, Quarto de estudante, entre outras.
Na televisão, escreveu programas como Malu Mulher, com Regina Duarte, Obrigado, Doutor e também os primeiros capítulos da Grande Família, todos para a TV Globo. Também foi jurado de vários festivais da canção na TV Record e do Festival internacional da canção na Globo. Como jornalista, foi diretor responsável do jornal Brasil Urgente, trabalhou no jornal Última Hora com Samuel Wainer, na revista Realidade, onde ganhou o Prêmio Esso de Reportagem com a matéria “Os meninos do Recife”, e nas revistas Bondinho e Caros Amigos, das quais também foi fundador.
Em 2003 lançou a autobiografia Eu é um outro. Em 2006 lançou o CD Vida de artista, produzido por seus filhos Tuco e Paulo Freire. Seus textos foram musicados e interpretados por artistas como Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Swami Júnior, Skowa, Bocato, Benjamim Taubkin, Wandi Doratiotto e outros.
Em toda a sua obra, seja nos livros, nas reportagens ou nas peças que escreveu, seus temas são sempre o amor, a criação e a liberdade dentro de uma visão anarquista.
Durante suas pesquisas teatrais, Roberto Freire iniciou o que hoje é a Somaterapia, através da aplicação dos seus conhecimentos na área da psiquiatria ao processo criativo da construção de personagem, juntamente com Miriam Muniz, Sylvio Sylber e Flávio Império, no Centro de Estudos Macunaíma, em São Paulo.
Ele se apresentava como anarquista, escritor e somaterapeuta.
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