17/12/2008
- Por L&PM Editores
A Coleção L&PM Pocket está publicando as principais obras deste que é um dos um dos maiores monumentos literários da humanidade: a Comédia Humana, de Honoré de Balzac. São edições modernas, com novas traduções realizadas por alguns dos melhores tradutores brasileiros da atualidade.

O que é a Comédia Humana?
A Comédia Humana é o título geral que dá unidade à obra de Honoré de Balzac e é composta de 89 romances, novelas e histórias curtas. Este enorme painel do século XIX foi reunido e ordenado pelo autor em três partes: “Estudos de costumes”, “Estudos analíticos” e “Estudos filosóficos”. A maior das partes, “Estudos de costumes”, com 66 títulos, subdivide-se em seis séries temáticas: Cenas da vida privada, Cenas da vida provinciana, Cenas da vida parisiense, Cenas da vida política, Cenas da vida militar e Cenas da vida rural.
Trata-se de um monumental conjunto de histórias, considerado de forma unânime uma das mais importantes realizações da literatura mundial em todos os tempos. Cerca de 2,5 mil personagens se movimentam pelos vários livros da Comédia Humana, indo e voltando, ora como protagonistas, ora como coadjuvantes. Genial observador do seu tempo, Balzac soube como ninguém captar o “espírito” do século XIX. A França, os franceses e a Europa no período entre a Revolução Francesa e a Restauração têm nele um pintor magnífico e preciso. Friedrich Engels, numa carta a Karl Marx, disse: “Aprendi mais em Balzac sobre a sociedade francesa da primeira metade do século, inclusive nos seus pormenores econômicos (por exemplo, a redistribuição da propriedade real e pessoal depois da Revolução), do que em todos os livros dos historiadores, economistas e estatísticos da época, todos juntos”.
Clássicos absolutos da literatura mundial como Ilusões perdidas, Eugénie Grandet, O lírio do vale, O pai Goriot, Ferragus, Beatriz, A vendeta, Um episódio do terror, A pele de onagro, Mulher de trinta anos, A fisiologia do casamento, entre tantos outros, combinam-se com dezenas de histórias nem tão célebres, mas nem por isso menos deliciosas ou reveladoras. Tido como o inventor do romance moderno, Balzac deu tal dimensão aos seus personagens que já no século XIX mereceu do crítico literário e historiador francês Hippolyte Taine a seguinte observação: “Como William Shakespeare, Balzac é o maior repositório de documentos que possuímos sobre a natureza humana”.
A Comédia Humana: a grandiosa obra de Balzac
O coronel Chabert seguido de A mulher abandonada
Esplendores e misérias das cortesãs
A vendeta seguido de A paz conjugal
Porque ler Balzac?
Você tem muitas razões para ler Balzac.
Em primeiro lugar, é fácil ler Balzac, afinal, ele é considerado não só o inventor do romance moderno, mas um dos maiores romancistas de todos os tempos. Sua Comédia Humana é composta de 89 histórias, algumas das quais verdadeiras celebridades, como A Mulher de 30 Anos, Ilusões Perdidas, Pai Goriot, Eugênia Grandet entre tantas outras.
Mas o que é importante para o leitor é que Honnoré de Balzac escreveu histórias fascinantes. Pintou Paris com palavras, como poucos pintores conseguiram com imagens. Seus personagens são tão vivos que parecem que vão se materializar na nossa frente. Poucos escritores entenderam tão bem a alma feminina. Poucos souberam descrever paixões tão avassaladoras como as que encontramos em seus livros. Dinheiro, poder, sedução, paixão e intriga; a grandeza e a miséria da condição humana. Junte-se a isso o estilo impecável, delicioso e o humor sem precedentes na literatura da sua época. E mais uma coisa; muitos dos principais personagens deste monumental conjunto de histórias transitam por vários romances em histórias diferentes. Esta foi uma das grandes sacadas de Balzac. Personagens que vão e vem e acabam se tornando velhos conhecidos do leitor da Comédia.
Você precisa ler Honnoré de Balzac para conhecer o encantamento que a grande literatura é capaz de proporcionar. E então entender porque Balzac é Balzac.

Honoré de Balzac nasceu em Tours, França, em 1799. Foi um dos mais influentes e célebres escritores de seu tempo e o verdadeiro fundador do “romance moderno”. A Comédia Humana, este verdadeiro monumento literário que reúne 89 títulos, entre romances, novelas e contos é considerada como um dos conjuntos mais importantes da história da literatura mundial. Escritor realista, trouxe para os romances a vida cotidiana e pintou como nenhum outro uma sociedade inteira, cujo centro era Paris na primeira metade do século XIX, recém saída da Revolução francesa, do império Napoleônico e da restauração da monarquia dos Bourbon. Como ninguém, Balzac soube captar o “espírito” de Paris desta época, a cidade mais importante do mundo, onde uma burguesia ascendente contracenava com a velha aristocracia saudosa dos tempos feudais. Entre a sua enorme produção destacam-se obras-primas como Ilusões perdidas, Eugênia Grandet, O lírio do vale e O pai Goriot, Esplendores e misérias das Cortesãs entre muitas outras. Balzac morreu em 1850, em Paris.
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